Em dias de muito frios como os que se têm feito sentir, há sempre o comentário «parece que estamos no Pólo Norte!». E a pensar nos pólos, nomeadamente no Pólo Sul, onde faz ainda mais frio e é um dos locais mais inóspidos do planeta, o Interpass relembra o explorador Roald Amundsen.

Interpass_Amundsen

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Nascido na Noruega em 1872, Roald Amundsen teve desde sempre o apelo pela vida no mar e pela aventura. A influência familiar foi determinante, pois a sua família era proprietária de navios e alguns dos seus membros foram comandantes de embarcações. Roald ainda estudou alguns anos medicina, ensinamentos que mais tarde foram preciosos, mas aos 21 anos abandonou o curso para dedicar-se ao mar e à exploração. Como resultado, Amundsen embarcou nalgumas expedições onde adquiriu experiência para mais tarde chefiar as suas próprias expedições. Em 1903, chefiou a primeira expedição a atravessar a passagem do Oceano Atlântico para o Oceano Pacífico pelo norte do Canadá. Com ele, viajaram mais 5 cinco homens a bordo do barco Gjøa, uma embarcação concebida para o efeito e que hoje em dia encontra-se no Fram Museum, em Oslo. Nesta expedição, Amundsen tomou contacto com os povos autóctones e aprendeu com eles técnicas de sobrevivência, como usar cães para puxar trenós e usar peles de animais em vez de roupa de lã. De 1910 a 1912, chefiou a expedição ao Antártico, descobrindo o Pólo Sul em Dezembro de 1911. De 1918 a 1925, procurou atingir o Oceano Pacífico pelo lado nordeste, ou seja pela Sibéria, mas foi uma expedição cheia de revezes. Em 1926, foi o primeiro explorador a alcançar o Pólo Norte, sem qualquer dúvida ou reclamação.
Não se sabe ao certo de que forma e onde morreu este grande explorador, que muito contribuiu para o avanço geográfico e científico, pois em 1928 desapareceu numa missão de salvamento. Julga-se que o avião onde ia teve um acidente devido ao forte nevoeiro do mar de Barents.